sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quadros, quadrinhos e quadrados

Que esses votos se repitam no segundo turno!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Americanalhização da Polítca

Ja que estamos começando o periodo de eleições (para presidente, governador, senador, deputados federal e Estadual), farei post's sobre o tema. Para começar um ctrl C + ctrl V. Retirado do sitio do Correio da Cidadania.

“Americanalhização” da política
Escrito por Léo Lince
16-Jul-2010


Carlos Nelson Coutinho, estudioso sério da nossa realidade, definiu com precisão o processo em curso no atual momento brasileiro: "americanalhização" da política. Isso mesmo. Uma democracia formal e banal, onde a política, apequenada, se deixa colonizar pelo jogo pesado dos pontos fortes da economia. Na matriz de origem, o padrão já não presta. A cópia, então, é um desastre total.



A batalha travada no bojo da luta que superou o autoritarismo militar, apesar das conquistas obtidas, não resultou em uma nova república, nem constituiu a nova gramática do poder. A perspectiva de uma democracia de massas, substantiva, revolveu camadas profundas, mudou muita coisa da morfologia da sociedade, mas não conseguiu fechar o circuito da mudança.



A transição negociada de cima amainou o impulso da resistência democrática. O surto neoliberal, com Collor e FHC, preparou as bases da recomposição do domínio oligárquico. Depois, em novo impulso, a esperança venceu o medo. Mas, com a corrupção programática do lulo-petismo, as cartas da política foram outra vez embaralhadas, dando lugar ao quadro atual.



Não se estimula mais o debate de idéias, programas, projetos coletivos. Primeiro, cuidou-se de desideologizar a política. Na seqüência, despolitizar a sociedade civil, desativar a militância republicana e desmobilizar a cidadania. Cidadão não é mais o soberano da política, mas o encurralado que recebe bolsa, cota, cheque mensal. São mensalistas do leviatã benevolente.



Por outro lado, na base pulverizada que aprisiona os parlamentos aos executivos, prospera o fisiologismo da velha aritmética do poder. Máquinas eleitorais acoitadas na máquina dos governos. A pequena política dos partidos não-ideológicos, de base social heterogênea, cartéis de diferentes lobbies, ajuntamentos para o mero desfrute do poder. Políticas públicas universais? Ideologia, coisa superada. Movimento social autônomo? Um estorvo a ser criminalizado.



No centro do modelo dominante está a apologia da privatização. Ao mercado, deus de prótese, cabe a primazia na tarefa de regulamentar os conflitos de interesses e ordenar as demandas sociais. A auto-organizarão da sociedade? Tudo bem, desde que orientada para interesses corporativos, setoriais ou privatistas. Os largos espaços da mídia se abrem para o debate de escolhas, até importantes, desde que situadas no plano do privado, das cotas, dos focos, resultados pontuais.



Ao mesmo tempo, o arranjo intra-oligárquico que define a posse do poder político, nos executivos e nos parlamentos, opera em segredo, no recôndito das fortalezas inexpugnáveis do privado. A mídia grande, associada ao modelo dominante, constrói a polarização de fancaria, ancorada nas coligações partidárias invertebradas, sopas de letrinhas intercambiáveis ao câmbio do dia.



Serra e Dilma, o candidato oficioso e a candidata oficial do condômino de poder que nos governa, vão receber a quase totalidade do financiamento privado de campanha e do fundo partidário, vão ocupar a parte do leão do horário eleitoral e da cobertura dos meios de comunicação de massas. Afinal, eles são artífices e beneficiários da "americanalhização" da política brasileira.



Léo Lince é sociólogo.

Fonte: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4837/9/

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O exemplo de Saramago

Pensar, pensar
Por Fundação José Saramago

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008.

Esse foi o post publicada no blog de Saramago (http://caderno.josesaramago.org/2010/06/18/pensar-pensar/) no diade sua morte.

O literário português, ganhador do Premio Nobel, é um caso a ser pensado. Sua filosofia, viva e atuante, fica para nós o exemplo. Nesses tempos de hoje, em que tudo é tão acelerado,falta-nos um momento de reflexão. Refletir sobre nós mesmos, pensar sobre o mundo.

As idéias por si só não mudam nada, mas os homens sem idéias nada são capazes de fazer. Homens determinados, organizados e movidos por ideais de liberdade foram e são os agentes da transformação, da criação do mundo novo livre da exploração e da miséria.

[ A existência de idéias revolucionárias numa determinada época já pressupõe a existência de uma classe revolucionária. Karl Marx, A Ideologia Alemã ]

Mas é preciso também ir para além das idéias, torná-las práticas, reais. Realizar o real a partir do abstrato e do pensamento fazer o concreto. A práxis. Antonio Gramsci, filosofo italiano que dissertou sobre a filosofia da práxis, que seria uma vontade coletiva, homens combinados que interferem no curso da história, e a re-inventam.

Assim foi o português José Saramago, escritor premiado. Seus textos, de certo, que tocaram muitas mentes. Mas Saramago não foi só um homem das idéias ele realizou a práxis. Membro do Partido Comunista Português desde 1969, o escritor deu sua contribuição militante participando da Revolução dos Cravos em seu país natal.

Um velho jovem que manteve sua rebeldia intacta até o fim de sua vida. Enquanto em nosso tempo se destacam os jovens velhos que se entregam ao conformismo e passam a dedicar a vida ao consumo. O exemplo de José Saramago é que devemos acreditar na humanidade e em sua capacidade de transformação, mais do que isso. Temos que ser esses humanos que farão a transformação. Que os jovens despertem!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

MST: Organização Criminosa ou Movimento Social


16 de junho (quarta) – 18h
UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Auditório 71 – 7º andar
Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã.

17 de junho (quinta) – 18h
Faculdade Nacional de Direito - UFRJ
Salão Nobre
Rua Moncorvo Filho, 8 - Centro (Praça da República).

MESA:
- Marcelo Durão
Coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

COMENTARISTAS:
- Carlos Henrique Naegeli Gondim
Procurador Federal junto ao INCRA/RJ

- Paulo Alentejano
Doutor em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, Professor de Geografia

- Plínio de Arruda Sampaio
Procurador aposentado no Estado de São Paulo, Presidente da Associação
Brasileira pela Reforma Agrária.

- Paula Mairan
Graduada em Comunicação Social pela UFF, ex-jornalista da Folha de São Paulo e do Jornal do Brasil.


Fundado no inicio da década de 1980, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é hoje apontado por muitos como um dos mais expressivos movimentos sociais da América Latina. O acesso a terra é a principal bandeira do movimento que, entre outras formas de luta, se utiliza da ocupação de terras como forma de resistência e de pressionar o governo por reforma agrária.

Durante sua longa trajetória, o MST provocou diferentes reações em distintos segmentos da sociedade, ganhando assim tanto apoiadores como adversários, sendo duramente atacado pela mídia, polícia, governos, fazendeiros... Mas, não obstante, foi também reconhecido pelo mundo inteiro e arduamente defendido, especialmente por seus militantes presentes em todo o Brasil.

De um lado, estão os que acreditam que o movimento não passa de um bando de vândalos, que depredam injustamente propriedades alheias, agem com violência ou mesmo que são camponeses manipulados por dirigentes mal intencionados. De outro, aqueles que defendem a sua legitimidade enquanto movimento social organizado, expressão da democracia e apontam para a justeza da sua luta por reforma agrária.

Sendo assim, na perspectiva de fomentar a reflexão nos espaços universitários sobre esta importante questão, construímos juntos este debate. Procuramos dar à atividade a forma de uma sabatina, a fim de incitar a discussão, focando nas questões que serão apresentadas aos debatedores pelos participantes. Portanto, contamos com a participação de todos.


Organizadores:
Núcleo Estudantil de Apoio Reforma Agrária
Movimento "Direito Para Quem?"
Associação de Docentes da UFRJ
Associação de Docentes da UERJ
Consciente Coletivo
Programa de Estudos da América Latina e Caribe
Outro Brasil – LPP
GeoAgrária
Nós Não Vamos Pagar Nada
Projeto de Pesquisa Sociologia Urbana/FND/UFRJ
LOCUSS/ESS- Rede de pesquisa sobre poder local, políticas urbanas e serviço social
CACS - UFRJ
Campanha Somos Todos Sem Terra

Apoio:
Expressão popular
Lúmen Juris
Editora Revan

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bob Dylan Like A Rolling Stone, Mágico!



Mágico!

Segue a tradução da Letra

Como uma Pedra a Rolar

Era uma vez, você se vestia tão bem
Jogava esmola aos mendigos em seu auge, não foi?
As pessoas chamavam, dizendo:
"Cuidado boneca, você está pedindo pra cair"

Você achou que todos eles
Estavam brincando com você
Você costumava rir de todo mundo
Que ficava vadiando ao redor
Agora você não fala tão alto
Agora você não parece tão orgulhosa
De estar tendo que vasculhar
Pela sua próxima refeição

Como se sente? Como se sente?
Por estar sem um lar?
Como uma completa estranha?
Como uma pedra a rolar?*

Você freqüentou a melhor escola
Muito bem, Senhorita Solitária
Mas você sabe que você apenas
Ficava enchendo a cara lá
E ninguém jamais lhe ensinou
Como viver nas ruas
E agora você descobre

Você vai ter que se acostumar com isso
Você dizia que jamais condescenderia
Com o vagabundo misterioso,
Mas agora você percebe
Que ele não está vendendo álibis
Enquanto você olha fixamente
Para o vácuo de seus olhos
E o pergunta, você quer fazer um trato?

Como se sente? Como se sente?
Por estar por sua conta?
Sem direção alguma para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra a rolar?

Você nunca se virou para ver as carrancas
Dos equilibristas e dos palhaços
Enquanto todos eles chegavam
E faziam truques para você
Você jamais entendeu que isso não é bom
Você não deveria deixar as outras pessoas
Se divertir no seu lugar

Você antigamente cavalgava
O cavalo cromado com seu diplomata
Que carregava em seu ombro um gato siamês
Não é difícil quando você descobre que
Ele realmente não era tudo que aparentava ser
Depois que ele levou de você
Tudo o que podia roubar?

Como se sente? Como se sente?
Por estar por sua conta?
Sem direção alguma para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra a rolar?

Princesa no campanário e todas as pessoas bonitas
Estão todas bebendo e pensando que estão por cima
Trocando presentes caros e coisas
Mas é melhor você surrupiar o seu anel de brilhante
É melhor você penhorá-lo, gata

Você antigamente era tão entretida
Com o Napoleão de trapos e a linguagem que ele usava
Vá para ele agora, ele te chama, você não pode recusar
Quando você não tem nada, você não tem nada a perder
Você está invisível agora
Você não tem mais segredos a ocultar

Como se sente? Como se sente?
Por estar por sua conta?
Sem direção alguma para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra a rolar?

Nota:
*Como uma Pedra a Rolar: Significa perdido(a) na vida.

Fonte:http://www.cifraclub.com.br/bob-dylan/like-rolling-stone/traducao/shmgsk.html

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Boa de Sábabo

A boa de Sábado, embora eu esteja de plantão e não possa ir...

É curtir o visual do Barimar, em Rio das Ostras, com manifestações culturais e apresentações de: Triero, grupo goiano, e Vitrola Digital, banda Riostrense de pegada forte e som regional.

Será a conjunção som com visual do visual com som! Vá ao Barimar!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Domingo é dia de Roda Rio de Choro em Rio das Ostras

Neste domingo tem Roda Rio de Choro, a partir das 16h lá atrás da Concha Anti-acústica e junto do Quiosque de Dona Maria. Para celebrar a Roda em alto estilo segue abaixo um texto feito pelo Coletivo Só pra Moer:


“O Choro resistiu a epidemias, pragas, duas guerras mundiais, golpes
militares, desprezo de todos os governos, pouco caso das gravadoras,
resiste ao massacrante processo de idiotização musical imposto pela
globalização do lixo cultural internacional, e vai resistir a tudo. O
seu desenvolvimento é permanente e independente de valores impostos.
O Choro tem seus próprios parâmetros. Quem o conhece na intimidade não
se impressiona com vanguardismos pueris e nem se sente pressionado por uma suposta necessidade de adaptação ao som da moda.”(Mauricio Carrilho)

Temos espaços abertos em todos os lugares, basta querermos, o Choro, o Samba e toda rica Música Brasileira tem esse poder. Temos o dever de propagar a nossa genuína cultura. “Isso verdadeiramente é manifestação da arte”, disse uma amiga que presenciou a Roda Rio de Choro. “É isso aí! Eles são brasileiros e nada mais natural que tocarem música Brasileira. Lindo. Lindo Lindo” disse outro entusiasta. Ficamos muito gratos pela presença de todos.
Esse programa resgata a essência da musicalidade brasileira. O objetivo
desse manifesto é simples: Difundir e promover o Choro na nossa
Rio das Ostras e região.

A Roda Rio de Choro é uma Roda aberta a todos, os músicos vão pelo prazer, ninguém recebe cachê. Caminhamos sem patrocínio, contamos apenas com o entusiasmo dos músicos, dos cidadãos e toda “assistência” maravilhosa que domingo sim domingo não tá aqui pra curtir essa brisa gostosa, encontrar novos velhos amigos e ouvir uma música que se confunde com nossa alma brasileira. .
Roda de Choro e Samba é uma manifestação cultural brasileira que nos
possibilita aprender e ensinar. Na roda, temos total liberdade, podemos
arriscar umas notas, jogar fora outras. Podemos até mesmo errar. A roda
fomenta desafios, provoca situações engraçadas, improvisos, variações e
claro, muita diversão. É a hora de testar um novo acorde, outro andamento...

O lugar escolhido foi pela beleza que ele nos proporciona, com a visão
do maravilhoso mar, a bela baía sempre iluminada pelo pôr do sol refletido nas
águas que beijam a orla. O Morro São João imponente com seu vulcão
inativo. A praça São Pedro, símbolo de lazer e diversão.

Aos músicos de Choro, Samba, Seresta, Bossa nova, Forró, Mangue... Enfim amantes e adoradores da genuína Música Brasileira... Venham
participar com seus instrumentos... Essa integração é fundamental para
difusão da roda. Esse é um espaço generoso e democrático.
Coletivo Só Pra Moer

Quadros, Quadrinhos Quadrados




Hoje é dose tripla, para uma tripla reflexão.
A primeira tira é de André Dahmer, cartunista com raro humor ácido e crítico. Em seguida Quino, argentino e criador de Mafalda. E por fim Nico, jovem cartunista e autor do livro Henfil - O humor subversivo.

Marcha da Maconha do Rio de Janeiro



Dia primeiro de Maio, dia do Trabalhador, será realizada a Marcha da Maconha no Rio de Janeiro. Esse movimento já foi cerceado em outros anos, mas agora se conseguiu um Habeas Corpus preventivo. Uma Vitória da liberdade de manifestação no Rio de Janeiro

Participe! O uso da Cannabis é de fórum intimo e privado de cada cidadão, o Estado não pode interferir nisto. A questão das drogas é uma questão de saúde pública e não de polícia!

Abaixo um trecho do Habeas Corpus concedido:

“O grau de importância que a Constituição atribuiu à livre expressão, como direito fundamental, a põe a salvo de certas investidas do poder público visando à sua limitação. (…)Aos agentes administrativos e policiais não cabe imiscuírem-se na liberdade de expressão, a título de controlar sua legitimidade, providência de todo inconstitucional.”



A Marcha se reunirá no Jardim de Alah às 14h.

domingo, 4 de abril de 2010

Um Ano da Roda Rio de Choro

Um ano depois do começo celebramos o primeiro aniversário! E muita coisa aconteceu lá atrás da concha acústica junto ao quiosque da D. Maria. Uma bela reunião de músicos, ouvintes e passantes que ao som do choro e samba riram, brincaram e dançaram.

Um espaço que não possui dono, mas construtores que de quinzena em quinzena tornam o domingo mais saboroso do que o comum. Lá tem os que não faltam e “de certa forma” garantem sua existência: O Felipe (Zé Gota) com sua flauta mágica, diria como a de Pã. Tem também o Rubinho violando nas sete cordas e sempre nos agraciando com comentários, informações e citações sobre a cultura do choro e samba. O Jansen que faz o pandeiro e conduz a marcação e a cadência do choro, e sem nos esquecer das belas canjas cantadas do samba. O Ivan, violeiro, harmoniza o evento. É também um compositor de belas letras, a do latim marca quem ouve. Quatro é mais de um, é um coletivo, Coletivo Só pra Moer. Esses fazem quase uma “militância” cultural, já passaram documentário (Brasileirinho), já distribuíram manifesto e lá deixa sua contribuição contra a mercantilização da música e desvalorização do chorinho. São resistentes culturais.

Não se pode deixar de lembrar os que operam o som, e também desde o início, fazem da roda um ponto de encontro e diversão, aquele abraço pro Vitor e pro Gil. E Dona Maria, nem se fala, uma simpatia única.

Mas a Roda gira e por lá passam muitos que tocam, cantam e brincam. A Roda é livre, leve o instrumento e faça parte dela, sinta-se um construtor também. Tem os mais freqüentes, como o Onça tamborinzado, o Friaça com seu balde, um cuiquero (cujo nome não me lembro). Tem a Thaís que quando da o ar de sua graça deixa sua voz forte marcada em nossos ouvidos e corações, cantando Noel, Cartola e Clara Nunes. Tem uns vitroleiros que também são bambas: Zago, Cabelo, Wagão e Alexandre Bagan, que fazem uma palhinha vez em quando. Sem esquecer que tem o Tico e a Nininha com sua doce flauta doce. E até eu mesmo faço meu barulhim seja no tamborim, seja no ovim. Enfim é uma roda de todos que por lá passam.

Nessa girante Roda muita coisa já se passou, muita história aconteceu. Teve de tudo. Já começou de forma inusitada, a primeira roda marcada foi prejudicada pela chuva. Ali no princípio era um público de poucos, mas fiéis celebrantes. Tem domingo que a roda “tá de massas” falta até mesa pra sentar. Mas em outros são apenas aqueles poucos e fiéis. Tem dia que aparece cidadão que pede pra tocar pagode (quando fica de massas tem que aturar), ou então o cidadão que senta pra tocar ou pede pra cantar sem saber o que está fazendo. Já teve dia que rolou acústico. Teve o dia que choveu e ficaram lá uns dez refugiados sob os grandes guarda-sóis do quiosque de Dona Maria fazendo música de qualidade e outra vez em que choveu, de novo, a Roda virou um grande momento festivo ocupando o espaço ocioso da Concha Acústica.

Alias a chuva é presença quase constante nos domingos de Roda, mas esse não é um fenômeno físico. Mas a própria comprovação metafísica da existência de Deuses que nos observam. Vou revelar o segredo da chuva... os Deuses nos observam a partir de sua entediante vida de Deuses que só fazem olhar os humanos. Quando ouvem a melodia do chorinho, não tem outra reação que não chorar, chorar e chorar e entender a grandiosidade do ser humano. Por isso a chuva, espero que hoje eles segurem a emoção.

Enfim, brincadeiras a parte, celebrar um ano de Roda Rio de Choro é lembrar que a cultura brasileira é motivo de orgulhos e que nos solidificamos em nossas raízes culturais. Muitas são as motivações para que a Roda continue sua existência por muitos anos, seja por curtir o chorinho e uma cachacinha de qualidade, seja para ver, fazer e brindar os amigos ou só mesmo pra curtir um belíssimo por do sol, que em Rio das Ostras é lindo. A essência que garante a existência da Roda é o espírito coletivo, solidário e feliz dos que por lá passam.




terça-feira, 23 de março de 2010

Sobre os Royalties

Abaixo discurso feito pelo Deputado Marcelo Freixo (PSOL) sobre os Royalties, me parece uma boa introdução do debate. Esse discurso é de 16 de março de 2010.


“Concordo plenamente que é inaceitável o que estão fazendo com o Rio de Janeiro por diversas razões. É impossível que de um estado desta importância seja retirado esta quantia do Orçamento do estado e dos municípios. E principalmente desta forma. Provocar um debate onde Rio de Janeiro e Espírito Santo se colocam contrários ao restante do Brasil quebra o princípio do pacto federativo e a forma talvez seja mais agressiva do que o próprio conteúdo.

Quero levantar dois debates que não estão aparecendo. É bom lembrar que nós temos outras responsabilidades para trazer a este debate. Por exemplo, por que existem os royaties? É uma verba de compensação. Evidentemente, nós sabemos que tanto pelo texto constitucional, que determina que a cobrança de ICMS seja diferenciada em relação ao petróleo, quanto pelos danos provocados pela exploração do petróleo — danos sociais, danos ambientais — existe o pagamento dos royalties. Por isso, ele foi pensado. Então, evidentemente, a aplicação dos royalties deve ter ligação direta com a razão da sua existência.

Nós devemos protestar pela perda dessa verba. Mas podemos aproveitar essa grande mobilização da sociedade para fazermos um debate sobre o que foi feito dessa verba até agora no Rio de Janeiro. Talvez isso não seja de grande interesse para outros que querem debater a perda dos recursos.

Ora, esses recursos foram aplicados no meio ambiente? Esses recursos foram aplicados nas consequências e nos danos sociais? Ou será que não? Esse é um debate que nós temos que fazer. Tem que acabar a caixa-preta dos royalties de boa parte dos municípios do Rio de Janeiro. Então, vamos aproveitar essa grande mobilização, essa justa mobilização, e propor que a verba dos royalties seja uma verba carimbada e com controle social. Esse é o debate que nós podemos aproveitar no Rio de Janeiro, porque aí sim nós vamos avançar.

Talvez seja interessante que nós não façamos o debate apenas dos 15% relacionados aos royalties. Que a gente possa fazer um debate profundo também sobre os 85%. Por que não debatemos neste momento o regime de concessão do Fernando Henrique Cardoso, ou o regime de partilha do governo Lula, onde de alguma maneira quem mais lucra são as grandes multinacionais? Com quem fica o grande valor do ouro negro? Então, vamos fazer um debate sobre transparência, sobre a aplicação dessa verba e sobre o que fazer com o tamanho dessa riqueza como um todo – e não só essa parte. Aí, sim, nós vamos trazer grande desenvolvimento para o Rio de Janeiro”. Marcelo Freixo, em plenário, no dia 16/3.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cine-Pesca

segunda-feira, 15 de março de 2010

Filme Debate sobre o Petróleo

O CEPRO – CENTRO CULTURAL DE EDUCAÇÃO POPULAR DE RIO DAS OSTRAS – através do Projeto Vídeo e Debate exibe nesta terça -feira, 16 de março, às 19h, o filme da campanha O Petróleo tem que ser nosso.

O vídeo lança um olhar crítico sobre o papel que a Petrobras tem desempenhado em outros países do mundo. Mostra a opinião de acadêmicos e personagens do mundo sindical, social e político.

O objetivo do filme é despertar a população para que os lucros da exploração do petróleo sejam revertidos em favor do povo brasileiro. Também para que o meio ambiente seja preservado, e a soberania nacional assegurada.

O debate contará com a presença do Profº. Marcos Antonio Moreira, DSC, do Iff – Macaé ( Instituto Federal de Educação, Ciência, Tecnologia Fluminense).





Poética

Foi nessa idade que a poesia veio me buscar
Não sei de onde veio
Do inverno, de um rio
Não sei como, nem quando
Não, não eram vozes
Não eram palavras, nem silêncio.
Mas da rua fui convocado
Dos galhos da noite
Abruptamente entre outros.
Entre fogos violentos voltando sozinho.
Lá estava eu sem rosto
E fui tocado

Pablo Nerura

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quadros, Quadrinhos Quadrados


O pior é o pensamento do Calvin reflete ao comportamento vinculado ao senso comum...

Não vamos construir um mundo novo se não construirmos um Homem novo!